Sonambulismo: Seu cérebro só queria ajudar! Entenda a origem desse “mal”

Por Redação Wolfoxy - em Ciência - 30 de março de 2017

Por causa do estresse desse nosso estilo de vida urbano e dos medicamentos para dormir, o sonambulismo vem aumentando. De cometer assassinato à criar obras de artes. Esse é um problema que vem nos assombrando há muito tempo!

Mas você sabe a origem desse distúrbio? Seria um problema que surgiu com a evolução ou uma forma de defesa contra alienígenas que nos abduzem no meio da noite?

sonambulismo

(Foto: Reprodução)

O seu cérebro só queria ajudar

Depois de muitos estudos tentando entender o motivo do sonambulismo, passando até mesmo pelo espiritismo, a ciência finalmente está bem perto de uma conclusão. De acordo com Science Alert, esse pode ser um mecanismo de defesa arcaico!

O acontece é que a região do cérebro envolvida com respostas emocionais (sistema límbico) e complexo de atividade motora continuam ativos enquanto que a parte lógica dorme.

Basicamente, o córtex frontal e hipocampo (que controlam as memórias e o raciocínio) continuam adormecidos enquanto o sistema motor e a parte que dá respostas rápidas (como a que vemos, quando se está em fuga ou numa luta) estão ativas durante o sono.

“O comportamento é regulado por uma espécie de sistema de sobrevivência arcaico como o que é ativado durante a luta ou fuga”, explica o neurocientista italiano Lino Nobili, pesquisador do sono do Hospital Niguarda de Milão.

Agora que entendemos como o nosso cérebro fica durante o sonambulismo, podemos ir mais a fundo… Por que diabos precisamos disso? Não seria mais só repousar por completo?

Bom, quando olhamos para nossos antepassados, pré-humanos, podemos começar a formar uma boa resposta!

Hoje, dormimos em quartos seguros, confiantes de que vamos acordar amanhã. Mas não com eles. Na época em que éramos nômades, não podíamos saber se o lugar era seguro ou não, precisávamos ficar atentos. Alertas. Prontos para tudo!

E, mesmo hoje em dia, temos resquícios dessa época. Quando dormimos em lugares estranhos, por exemplo, nosso cérebro fica atento para sons potencialmente perigosos. Uma vez que algo é detectado ou cérebro “se pergunta” se vale, ou não, a pena acordar as áreas da lógica e da memória, ou seja, nos acordar.

Se a resposta for não, o indivíduo pode se mover (reagir ao perigo) sem precisar pensar de fato, e nem se lembrará disso.

(Foto: Reprodução)